Hipoglicemia é a glicose abaixo de 70 mg/dL. Pode acontecer por atraso ou pouca comida, exercício a mais ou insulina acima do necessário naquele momento. Não é culpa de ninguém. É parte do tratamento com insulina, e dá para resolver rápido quando a família sabe o que fazer.
Sinais mais comuns
Crianças pequenas nem sempre sabem dizer o que sentem. Mudança súbita de comportamento já é motivo para medir. À noite, pesadelos, suor e acordar confuso também podem ser sinais.
A regra dos 15
É a orientação da SBD e da ISPAD para a criança acordada e que consegue engolir. Siga sempre o plano escrito pela sua equipe, que pode ajustar as quantidades para a idade e o peso.
Emergência: chame o SAMU (192)
- Criança desmaiada, muito sonolenta ou que não responde.
- Convulsão.
- Não consegue engolir com segurança.
Nesses casos não dê nada pela boca, pelo risco de engasgo. Deite a criança de lado, aplique o glucagon se ele foi prescrito e você foi treinado, e chame o SAMU (192). Depois de acordar, a criança deve ser avaliada.
Depois do susto
- Anote a hora, o valor da glicose e o que pode ter causado: atraso no lanche, exercício, dose de insulina.
- Meça de novo antes da próxima refeição e, se o plano indicar, durante a noite.
- Depois de exercício intenso, fique atento às horas seguintes, inclusive à noite.
- Não mude a dose de insulina por conta própria. Leve as anotações para a equipe.
Tenha sempre à mão
- Carboidrato rápido na mochila, no carro e na mesa de cabeceira.
- Glicosímetro com fitas dentro da validade.
- Glucagon, se prescrito, e adultos da casa treinados para usar.
- Plano escrito da equipe e telefones de contato.
Procure a endocrinopediatra ou a equipe que acompanha se as hipoglicemias estiverem frequentes, se acontecerem à noite ou se a criança deixou de sentir os sinais. Muitas vezes um ajuste no plano resolve.
Na dúvida, meça. Sem medidor, trate. E nunca deixe a criança sozinha.
